Os governos locais não receberam o casal real com muito entusiasmo: o ministro da Saúde galês Vaughan Gething disse nesta terça-feira (8) que preferiria que "ninguém fizesse visitas desnecessárias".

"Sua visita não deve ser usada como desculpa para que as pessoas digam que não entendem o que lhes é pedido", ou seja, viajar o menos possível, alertou em declarações à BBC.

Para conter o aumento de casos da covid-19, o Reino Unido, o país da Europa com o maior número de mortos, 61.500, restringiu as viagens entre suas quatro nações: Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte.

Os duques de Cambridge iniciaram sua viagem na segunda-feira no "trem real", reservado aos membros da monarquia, começando pela Escócia, onde visitaram profissionais da saúde em Newbridge, perto de Edimburgo.

Em sua viagem de três dias pelo país, o casal planeja percorrer mais de 2.000 km, conhecendo os trabalhadores que estão na linha de frente no combate à pandemia e os moradores locais.

A primeira ministra escocesa, a independentista Nicola Sturgeon, criticou a visita dos duques apesar das restrições aos deslocamentos entre Inglaterra e Escócia, proibidos com algumas exceções que incluem as viagens profissionais.

"O governo escocês foi informado de sua intenção de vir e garantimos que as restrições vigentes na Escócia fossem conhecidas, para que sejam levadas em consideração em sua decisão e no planejamento da visita", afirmou Sturgeon na segunda-feira.

Mas a viagem de William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, e sua esposa foi bem recebida pelo governo de Londres.

"O primeiro-ministro está contente em ver as agradáveis boas-vindas recebidas pelos duques de Cambridge em sua importantíssima viagem de trem pela Inglaterra, Escócia e Gales", disse o porta-voz de Boris Johnson. "A viagem levantará a moral daqueles que estão na linha de frente e têm feito tanto durante a pandemia", destacou.

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