"Suas propostas têm nosso apoio absoluto no movimento indígena do Equador", disse o líder da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), durante uma reunião pública com Arauz, celebrada na comunidade Kofán Dureno, na província amazônica de Sucumbíos.

"Sou presidente do movimento indígena do Equador e vim aqui apoiar a proposta das nossas nacionalidades", declarou Vargas, segundo vídeo publicado nas redes sociais.

Arauz, um economista de 36 anos, agradeceu o apoio e escreveu no Twitter: "estamos construindo a unidade nacional, pondo o Equador à frente", mensagem que ilustrou com uma fotografia erguendo as mãos ao lado do dirigente.

Arauz, afilhado político do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), primeiro colocado no primeiro turno, disputará a Presidência com o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, de 65 anos.

A Conaie havia incentivado o voto nulo no segundo turno, depois da derrota de seu candidato, o advogado Yaku Pérez, de 52 anos, um opositor declarado a Lasso e anticorreísta radical, que denunciou uma suposta fraude eleitoral.

Estão convocados a eleger o sucessor do impopular presidente Lenín Moreno 13,1 milhões de eleitores. O mandato de quatro anos de Moreno termina em 24 de maio.

Os aspirantes buscam adesões entre setores indígenas que protagonizaram protestos contra o governo em outubro de 2019 e que deixaram 11 mortos e mais de 1.300 feridos. Também participaram de revoltas populares que depuseram três presidentes entre 1997 e 2005.

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