Em um sinal da vitalidade do mercado de arte contemporânea, os 40 lotes encontraram comprador na venda "Século XXI", na sala de leilões da Christie's no Rockefeller Center. É a primeira vez que ela reabre desde março de 2020.

A venda ocorreu em um formato híbrido, no qual era possível dar lances presencialmente, em Nova York, ou em salas de leilões conectadas em tempo real em Londres e em Hong Kong, assim como pela Internet.

O total de vendas do leilão foi de US$ 219 milhões, com participantes registrados de 27 países, informou a Christie's.

A obra mais esperada era "A culpa dos dentes de ouro" ("The Guilt of Gold Teeth"), de Jean-Michel Basquiat, uma pintura em tela em grande escala de 1982, comprada por US$ 40 milhões.

A obra "representa o barão Samedi, um espírito do vodu haitiano (...) criada no auge da carreira do artista", explicou a casa de leilões.

"Flash in Naples", outra obra do artista nova-iorquino, falecido em 1988, aos 27 anos, foi vendida por mais de US$ 19,8 milhões, superando sua estimativa máxima.

O quadro "Swamped", do escocês Peter Doig, de 1990, arrematou mais de US$ 39,8 milhões, um recorde para o artista.

As pinturas "Sunflowers from Petrol Station" e "Monkey Detonator", do artista de rua britânico Banksy, foram vendidas por US$ 14,5 milhões e US$ 2,19 milhões, respectivamente.

"HUMAN ONE", a primeira obra híbrida física e digital do artista norte-americano Beeple, recordista de venda de um NFT (token não fungível), foi vendida por mais de US$ 28,9 milhões.

Na terça-feira, dez artistas estabeleceram novos recordes de lances no leilão. A venda de lotes de artistas do século XX está marcada para quinta-feira (11).

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