A operação "é contra o braço político do Sendero Luminoso conhecido como Movadef e outros nomes sob os quais se apresentavam", disse o ministro do Interior, Rubén Vargas, à rádio RPP.

Esta é a maior operação dos últimos seis anos contra o Movadef, Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais, que reúne advogados, estudantes, professores, trabalhadores e familiares de integrantes do Sendero Luminoso condenados por terrorismo.

De acordo com a polícia antiterrorista peruana, o Movadef tem cerca de 2.500 integrantes, 70% deles estudantes. Advogados do movimento defendem os prisioneiros do Sendero Luminoso há mais de uma década.

As autoridades, porém, consideram o Movadef uma extensão do grupo maoísta, que é ilegal no Peru por ser considerado terrorista.

"As investigações, ao contrário das anteriores, mostraram que há elementos suficientes para comprovar que o Movadef não é um grupo que pede desculpas, [mas sim] é o braço político do Sendero Luminoso. Com esta operação, a polícia deu o golpe de misericórdia neste grupo criminoso que tanto faz mal ao país", afirmou Vargas.

A campanha de terrorismo do Sendero Luminoso provocou a intervenção das Forças Armadas. O conflito deixou mais de 69.000 mortos e desaparecidos entre 1980 e 2000. Remanescentes do grupo atuam em aliança com o narcotráfico nos vales cocaleiros do país, segundo autoridades.

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