"O objetivo destes grupos é tirar o presidente sem nenhuma sustentação e com absoluta irresponsabilidade pelas consequências que estes atos democráticos têm para nossa população", disse Castillo em mensagem ao país pela televisão.

O Congresso peruano tem previsto discutir em 7 de dezembro se admite ou não o debate sobre o pedido de destituição apresentado por três partidos de direita, entre eles o fujimorista Força Popular.

Estes partidos alegam uma suposta "incapacidade moral" do presidente para exercer suas funções, mas a admissão do debate pelo Parlamento não está garantida.

Castillo, um professor rural que assumiu o poder em 28 de julho, afirmou que seus adversários "não aceitaram o resultado eleitoral e sempre buscou atentar contra a vontade popular".

Após uma polarizada campanha eleitoral, Castillo venceu um disputado segundo turno em junho contra a direitista Keiko Fujimori, filha do detido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

A possível destituição de Castillo paira no ar desde a sua eleição, quando Fujimori denunciou fraude apesar do aval dado aos resultados pelas autoridades eleitorais e os observadores da OEA e da União Europeia.

Para admitir o debate da moção são necessários 40% dos votos a favor entre os legisladores presentes. E para remover um presidente são necessários os votos de pelo menos 87 dos 130 congressistas.

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