Moreno, que encerrará o mandato em 24 de maio, ocupava a presidência do AP, mas decidiu romper com esse partido após o desastre que sofreu nas eleições presidenciais de 7 de fevereiro, nas quais a candidata oficialista recebeu apenas 1,54% dos votos. O governante não se candidatou à reeleição.

Lenín Moreno "se desfilia (...) para evitar sua expulsão", escreveu Ximena Peña, líder do AP e ex-candidata presidencial, no Twitter.

"Hoje ele se desfilia, amanhã ele vai fugir do país. Agora o AP começa uma profunda purificação e reestruturação que vai resgatar nossa identidade política com mulheres, jovens e novos rostos!", acrescentou.

Peña divulgou um documento do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com o "pedido de desfiliação/renúncia" de Moreno ao movimento político fundado pelo ex-governante socialista Rafael Correa (2007-2017), ex-aliado e principal opositor do presidente.

Moreno e Correa se envolveram em uma acirrada disputa política que afundou o AP e levou o segundo a se retirar do partido de esquerda.

Diego Fuentes, dirigente do AP, relatou no Twitter que Moreno enfrentava um processo de expulsão por "não cumprimento do plano do governo pelo qual que venceu as eleições" em 2017.

O economista de esquerda Andrés Arauz, apadrinhado politicamente por Correa, venceu o primeiro turno presidencial com 32,72% dos votos e vai disputar com o ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, segundo na votação com 19,74%, nas eleições de 11 de abril.

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