"Não achamos prudente ou conveniente realizar eleições no próximo fim de semana", disse Piñera em cerimônia no palácio de La Moneda, nove dias após anunciar o projeto de adiar as eleições para 15 e 16 de maio.

"As razões que nosso governo teve para promover este adiamento são muito sólidas e são basicamente duas: cuidar da saúde de nossos compatriotas e, em segundo lugar, cuidar da saúde de nossa democracia", acrescentou o presidente.

Piñera explicou que a decisão foi tomada com base no forte surto da pandemia no Chile, onde apesar do rápido processo de vacinação - com mais de sete milhões de pessoas inoculadas com pelo menos uma dose - há recordes diários de contaminações.

Os números de mais de 8.000 novas infecções em 24 horas são maiores do que os da primeira onda.

Além disso, o país sofre com o surgimento de novas variantes do vírus, a alta demanda em que as unidades de terapia intensiva se encontram em hospitais, com 95% de ocupação. A comunidade científica também se manifestou de forma unânime a favor do adiamento da eleição.

De acordo com Piñera, todas essas considerações "anteciparam uma alta abstenção dos cidadãos se as eleições fossem realizadas no próximo fim de semana, e uma alta abstenção sem dúvida afeta a saúde de nossa democracia".

O presidente promulgou a lei horas depois que o Congresso conseguiu despachar o projeto, que teve de contornar uma Comissão Mista de senadores e deputados como última etapa legislativa, pois as divergências entre as duas câmaras não puderam ser superadas, voltadas sobretudo para outra aspectos práticos da resolução.

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