Os dois líderes apertaram-se as mãos em um palacete de Sochi, às margens do Mar Negro, conforme imagens transmitidas pela televisão pública russa.

Antes da reunião, Putin ressaltou que Moscou e Israel cultivam laços "únicos" e disse esperar que a "relação de confiança" mantida com o ex-governo israelense se perpetue na nova gestão.

Naftali Bennett assumiu o cargo em junho. Seu antecessor, Benjamin Netanyahu, tinha vínculos estreitos com Putin.

Bennett afirmou, por sua vez, que Israel considera Putin um "verdadeiro amigo do povo judeu" e frisou o papel fundamental da então União Soviética na vitória contra a Alemanha nazista.

Segundo o líder israelense, "a situação na Síria e nossos esforços para impedir que o programa nuclear iraniano avance" estão na agenda da reunião de Sochi.

Em setembro, na Assembleia Geral da ONU, Bennett acusou o Irã de ter cruzado "todas as linhas vermelhas" e reafirmou que seu país não "permitirá" que Teerã se dote de armas atômicas.

Moscou é um dos signatários do acordo nuclear iraniano de 2015, junto com China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Alemanha.

Na presidência de Donald Trump (2017-2021), os Estados Unidos se retiraram do acordo, três anos após sua assinatura. Seu sucessor na Casa Branca, Joe Biden, decidiu voltar à mesa de negociações.

As conversas para relançar o acordo foram retomadas em abril, em Viena, mas estão suspensas desde junho, após a eleição do novo presidente iraniano, o ultraconservador Ebrahim Raisi.

Putin parabenizou Naftali Bennett depois de sua vitória e destacou que a cooperação russo-israelense reforçará a "paz, a segurança e a estabilidade" no Oriente Médio.

Antes de partir para a Rússia, Bennet lembrou "o 'status' especial da Rússia na região e seu papel internacional", assim como a presença em Israel de "milhões de russófonos".

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