"Acho que chegou o tempo do casamento igualitário no nosso país", declarou o presidente de direita em seu discurso no Congresso, o último de seu mandato presidencial, que termina em março de 2022.

Piñera afirmou que pedirá aos legisladores para tratar deste projeto com "urgência", um mecanismo que permite apressar a tramitação das iniciativas no Congresso.

"Desta forma, todas as pessoas, sem distinção de orientação sexual, poderão viver o amor e formar família com toda a proteção e a dignidade de que elas precisam e merecem", acrescentou Piñera.

Com este anúncio, o presidente deu uma guinada em sua postura sobre o casamento igualitário. Em 2019, ele tinha descartado a ideia de impulsioná-lo no Congresso.

Em janeiro de 2020, quase três meses depois do início da convulsão social no Chile, o Senado decidiu aprovar a ideia de legislar o projeto, mas não avançou diante da ferrenha oposição dos partidos conservadores.

"Sou partidário de que um casamento é uma instituição entre um homem e uma mulher. Hoje em dia os votos não estão com a situação. Será preciso esperar e ver como virá o texto do projeto", afirmou o senador direitista Francisco Chauán.

O anúncio de Piñera "é um marco para a direita política, um feito histórico que afasta os estigmas e as barreiras das desigualdades e os preconceitos que têm contaminado os setores mais homo/transfóbicos do país", comemorou por sua vez o Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh) em um comunicado.

O projeto de lei sobre o casamento igualitário foi introduzido pelo governo da socialista Michelle Bachelet (2014-2018).

Desde 2015 vigora no país o Acordo de União Civil (AUC), que legaliza as uniões de casais homossexuais, atribuindo obrigações e direitos iguais aos do casamento entre um homem e uma mulher, mas sem admitir a possibilidade de adoção.

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