Os números do Departamento de Comércio, que oferecem uma avaliação do crescimento do país a taxa anual - uma medida que assume o resultado em um ano se o crescimento for projetado em 12 meses - foram publicados a apenas cinco dias das eleições presidenciais de 3 de novembro.

O coronavírus provocou mais de 227.000 mortes e deixou milhões de desempregados nos Estados Unidos.

Depois que a crise induzida pela pandemia varreu a atividade no segundo trimestre, com queda de 31,4% do Produto Interno Bruto, a economia começou a se recuperar.

Os números espetaculares da recuperação mostram como a atividade e o consumo - motor da economia - foram sustentados, neste período, pelo pacote de estímulo de 3 trilhões de dólares aprovado pelo Congresso.

Desde então, entretanto, as ajudas foram extintas e democratas e republicanos não conseguiram elaborar um novo pacote que proporcione alívio a empresas e trabalhadores e há poucas expectativas de um acordo no final da legislatura.

- "Uma falsa impressão" -

A consultoria MBA indicou em um comunicado esperar que o ritmo de crescimento desacelere no quarto trimestre e no início do próximo ano, mas acredita que a expansão vai continuar, desde que a atual alta dos casos de covid não resulte em novos confinamentos.

Para o analista Gregory Daco, da consultoria Oxford Economics, o sólido desempenho do PIB "dá uma falsa impressão sobre o verdadeiro estado da economia" e não permite prever o que acontecerá no quarto trimestre.

A incerteza derrubou os indicadores de Wall Street na quarta-feira, com perdas de mais de 3%, e também arrastou as cotações do petróleo, produto muito sensível às expectativas de atividade e consumo.

A medição utilizada para este indicador projeta resultados de um trimestre em 12 meses, mas se este período for comparado com o mesmo trimestre de 2019, o PIB registrou uma contração de 2,9%.

A forma de medir o crescimento nos Estados Unidos dificulta a comparação com os demais países.

Nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho publicou os números sobre os novos pedidos de seguro-desemprego, que caíram pela segunda semana consecutiva a 751.000 solicitações, abaixo das expectativas dos analistas.

Embora os pedidos de seguro-desemprego tenham caído na comparação com os 6,8 milhões registrados em março, eles ainda são superiores ao registrado no pior período da grande recessão de 2007-2009.

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