"Não queremos esmolas, apenas queremos recuperar nossas licenças. O Reino Unido deve respeitar o acordo pós-Brexit. Há muitos pescadores que continuam sem trabalho", declarou Gérard Romiti, presidente do comitê nacional, em entrevista coletiva.

No mar, os pescadores bloquearão a chegada das balsas a três portos no canal: Saint-Malo, Ouistreham e Calais. Em terra, também impedirão o acesso dos caminhões de carga ao terminal do Eurotúnel durante algumas horas.

Segundo o comitê, o movimento é uma resposta à atitude "provocadora" e "humilhante" dos britânicos.

"A questão das licenças é a árvore que esconde a floresta e as relações com o Reino Unido, no longo prazo, dependerão de sua resolução", advertiu.

O governo britânico, por sua vez, reagiu imediatamente ao anúncio do bloqueio. "Estamos decepcionados pelas ameaças de protestos. Corresponderá aos franceses velar para que não sejam cometidos atos ilegais e para que o comércio não seja afetado", disse um porta-voz do Reino Unido.

Em virtude do acordo do Brexit firmado no fim de 2020 entre Londres e Bruxelas, os pescadores europeus podem continuar suas atividades em águas britânicas desde que consigam comprovar que já pescavam ali antes.

No entanto, franceses e britânicos ainda não chegaram a um acordo sobre a natureza e o alcance das provas que devem ser apresentadas.

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