Na semana que terminou em 29 de maio, houve 385.000 novos pedidos de auxílio por desemprego ajustados sazonalmente, abaixo do esperado e 20.000 a menos que na semana anterior, dando outro sinal de que o impacto da pandemia sobre o mercado de trabalho está diminuindo.

Outras 76.098 pessoas, dado não corrigido sazonalmente, fizeram seus pedidos amparados pelo programa especial criado para trabalhadores prejudicados pela pandemia (PUA), mas que não se qualificam para acessar o subsídio convencional.

"A tendência de queda dos benefícios para o desemprego é animadora, mas os níveis absolutos ainda preocupam", disse no Twitter Gregory Daco da Oxford Economics. Ele afirmou que mais de 15,4 milhões de pessoas, como na semana que terminou em 15 de maio, estavam recebendo algum tipo de benefício por desemprego.

Os pedidos semanais de subsídios dispararam para milhões em março do ano passado após o fechamento das atividades econômicas para impedir a disseminação do coronavírus.

Mas os pedidos começaram a cair de forma constante quando as reaberturas sustentadas pela vacinação permitiram retomar as atividades, e estão diminuindo há semanas.

Os dados também mostram que a média de quatro semanas móveis diminiu 30.500 pedidos, chegando a 428.000. Esse é o menor número desde o início da pandemia.

A taxa de quem solicita os benefícios normais cresceu 2,7%, com quase 3,8 milhões na semana que terminou em 22 de maio.

A quantidade não revisada sazonalmente de quem recebe benefícios de todos os programas teve uma segunda semana de queda ao registrar 366.178 pedidos a menos que na semana anterior, diz o relatório.

Rubeela Farooqi do gabinete High Frequency Economics alertou que os relatórios das próximas semanas podem dar uma imagem distorcida do emprego, já que 25 estados encerraram seus programas de auxílios especiais de desemprego pela pandemia. Farooqui estima que isso pode impactar 3,6 milhões de pessoas.

"Ainda não está claro se uma queda nesses níveis vai representar um crescimento substancial do emprego e se envia um sinal preciso sobre as condições do mercado de trabalho", disse em uma análise.

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