"Será o Congresso da Continuidade, expressado em trânsito gradual e focado nas principais responsabilidades do país nas novas gerações", indica a convocação, que foi lida pelo segundo secretário do partido, José Ramón Machado Ventura, e publicada no jornal oficial Granma.

Essa mudança se realizará "com a certeza de que a Revolução não se limita a quem a levou ao triunfo daquele glorioso Primeiro de Janeiro (1959), mas à vontade e ao compromisso de quem a fez sua em todos esses anos e de quem vai continuar o trabalho ", diz o texto.

O PCC é comandado por duas figuras históricas da revolução socialista, o general e ex-presidente (2008-2018) Raúl Castro e José Ramón Machado Ventura, que fazem parte de uma geração que se aproxima dos 90 anos de idade.

Castro, de 89 anos, havia anunciado há muito tempo a intenção de aposentar a maioria dessa geração no congresso de 2021.

Sua liderança no PCC poderá recair nos ombros do atual presidente Miguel Díaz-Canel, de 60 anos.

A convocação do congresso também se juntou à vontade de continuar a reforma econômica iniciada por Castro em 2008, apesar das dificuldades da ilha, cuja a economia tem sido afetada pela pandemia de covid-19.

"Enfrentam-se problemas objetivos e subjetivos que influenciam o ritmo de aplicação das políticas e medidas aprovadas", reconhece o PCC, mas a "situação atual não pode se tornar uma justificativa que atrase os processos, pelo contrário, impõe a necessidade de dar um impulso".

Em uma mensagem direta do incipiente setor privado, o PCC adianta que "os vínculos entre o setor estatal e privado da economia devem continuar a se desenvolver, como parte de uma estratégia econômica definida".

O PCC alertou que "hoje tem maior importância o trabalho político-ideológico para enfrentar as tentativas de restauração capitalista e neoliberal".

"As redes sociais e a internet têm se tornado um cenário permanente de confrontos ideológicos, onde também devem prevalecer nossos argumentos diante das campanhas inimigas", afirmou.

A conexão 3G chegou a Cuba no final de 2018, e a internet tem sido a principal arma de um movimento de protesto encampado por artistas que defendem a liberdade de expressão.

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