"Concebemos o memorial e o museu como um local com esta dupla vocação, de articular a função de transmissão e homenagem, e de manter junto um compromisso de emoção e reflexão", explicou o historiador.

O primeiro museu do gênero na França irá mencionar os atos terroristas ocorridos a partir de 1974, ano do atentado perpetrado pelo venezuelano Carlos contra o centro comercial Publicis, em Paris (dois mortos). "Também incluirá ataques anarquistas, nacionalistas, independentistas do Terceiro Mundo e políticos, assim como os mais recentes dos extremistas", explicou Rousso.

Em setembro de 2018, a criação deste projeto foi anunciada pelo Presidente Emmanuel Macron. O museu proporcionará um espaço importante para vítimas, sobreviventes e os socorristas. Está sendo estudada a questão do lugar que ocuparão os realizadores dos atentados, com a ideia de "excluir todas as formas de heroísmo", ressaltou Rousso.

No mundo, existem ao menos uma dezena de museus dedicados a ataques, entre eles o de Oklahoma City (EUA, ataque em 1995) e o de Oslo (massacre de Utoya, em 2011), e os de Nova York dedicados ao ataques de 11 de setembro de 2001.

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