O comitê de coordenação econômica paquistanês anunciou na quarta-feira a concessão de permissões para limitar uma alta inflação, mas muitos políticos criticaram este sinal de melhora das relações com a Índia.

O ministro paquistanês das Finanças Hammad Azhar declarou que o governo havia tomado a decisão de reabrir o comércio com a Índia "pelo interesse do povo", apesar da disputa entre os dois países sobre a Cachemira (território compartilhado entre os dois Estados que ambos desejam controlar).

No entanto, nesta quinta-feira o ministro do Interior Sheikh Rashid Ahmed disse à imprensa que a decisão foi "adiada" até que Nova Délhi devolva à Cachemira indiana seu status de semi-autônoma.

Islamabad interrompeu as relações comerciais e diplomáticas com a Índia em 2019, quando Nova Délhi revogou o status semiautônomo da Cachemira indiana e impôs severas medidas de segurança.

Ambos os países retiraram seus principais diplomatas e as equipes consulares foram retiradas ou expulsas.

Desde então, as relações se mantiveram frias, mas recentemente houve sinais de aproximação, como a troca de cartas entre o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e seu homólogo paquistanês Imran Khan, e a retomada das negociações esta semana sobre o uso dos recursos do rio Indo, que atravessa os dois países.

A economia do Paquistão está em ruínas, uma situação que se agravou com a terceira onda da pandemia de coronavírus e com as medidas de confinamento parcial em todo o país.

A importação de meio milhão de toneladas de açúcar poderia ter permitido reduzir o preço do produto em 20% com vistas ao mês de jejum do Ramadã, no qual é muito solicitado.

O comitê econômico havia previsto também autorizações para a importação de três milhões de toneladas de trigo, além de uma quantidade desconhecida de algodão e lã.

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