"Nos torna conscientes de que nossa vida e a história do mundo estão nas mãos de Deus", disse o pontífice, ao se referir à tentativa de assassinato do primeiro papa polonês da história, em 13 de maio de 1981, em plena praça de São Pedro.

"Amanhã é o memorial litúrgico da Santíssima Virgem Maria de Fátima e do 40º aniversário do atentado a São João Paulo II aqui na praça", comentou Francisco.

"Ele mesmo ressaltava, com convicção, que devia sua vida à Senhora de Fátima", acrescentou o pontífice argentino, recordando que João Paulo II tinha uma devoção especial à Virgem de Fátima.

O então papa tinha certeza de que a Virgem salvou sua vida naquele dia, data do 64º aniversário de sua suposta aparição para os pastorinhos no centro de Portugal.

Um ano depois do ataque, ofereceu ao santuário de Fátima a bala que o atingiu, agora embutida na coroa da estátua da Virgem.

"Ao Imaculado Coração de Maria confiamos a Igreja, nós mesmos e o mundo inteiro. Rezemos pela paz, pelo fim da pandemia, pelo espírito de penitência e por nossa conversão", clamou Francisco.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal italiano La Repubblica, o secretário particular de João Paulo II e seu colaborador mais próximo, o atual cardeal polonês Stanislao Dziwisz, recordou este momento dramático, quando o extremista turco Ali Agca atirou no pontífice, ferindo-o no abdômen, na mão esquerda e no braço direito.

"O primeiro tiro provocou a revoada de um bando de pombos. Voavam feito loucos. Imediatamente depois, o segundo tiro. O papa caiu de lado, em cima de mim. Tentei segurá-lo, enquanto via, na multidão, alguém tentando fugir", relata.

"Nestes momentos agitados, diante da gravidade do que se passava, pensei apenas em não deixá-lo cair no chão. O papa estava morrendo. Sofria muito, mas estava lúcido. Não desanimei. Rezava e pensava apenas em salvá-lo. O restante os médicos o fizeram com a ajuda da Virgem", acrescentou o religioso, que acompanhava o então sumo pontífice no papamóvel.

A prisão de Mehmet Ali Agca foi rápida, enquanto seu suposto cúmplice, Oral Celik, fugiu e só foi preso alguns anos depois na França por tráfico de drogas antes de ser extraditado para a Itália.

Aos investigadores, Ali Agca disse apenas: "Não me importo de morrer".

Assim que o ataque foi anunciado, os fiéis de todo o mundo começaram a rezar pelo "fenômeno Wojtyla", o primeiro papa eslavo da história, que deixou sua marca no mundo católico desde sua eleição em 16 de outubro de 1978.

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