"A preocupação é simplesmente que as pessoas não consigam pagar seus aluguéis", afirmou a atriz em uma entrevista à agência de notícias britânica Press Association.

As pessoas que trabalham no setor teatral "tendem a viver, como muitas pessoas, de salário em salário", explicou Mirren, que venceu o Oscar de melhor atriz por sua interpretação da rainha Elizabeth II no filme "A Rainha" (2006).

"Quando este salários não entram, como aconteceu no último ano, é muito, muito, muito problemático e tenho certeza de que muitos deles correm o risco de perder suas casas", disse.

O problema não envolve apenas os atores, mas também porteiros, figurinistas, ajudantes de palco e outros técnicos, insistiu.

"As pessoas têm contas a pagar, aluguel para pagar e muitas vezes não são o tipo de pessoa que conseguiu criar um pequeno fundo de segurança".

Ela considera muito importante proteger o teatro porque é "uma parte muito importante de nossa cultura no Reino Unido".

O governo britânico proporcionou 1,57 bilhão de libras (2,08 bilhões de dólares) em ajuda de emergência para o setor cultural, mas muitos teatros continuaram fechados após os confinamento ou tiveram que reduzir drasticamente sua capacidade para enfrentar as limitações do distanciamento físico.

As associações profissionais também reclamam que muitos trabalhadores autônomos estão excluídos do sistema de desemprego técnico estabelecido pelo Executivo.

Em 2018, os 1.100 teatros do Reino Unido empregavam 290.000 pessoas e registraram uma receita de 1,28 bilhão de libras em vendas de ingressos, procedentes de 34 milhões de espectadores, mais que todas as partidas de futebol da Premier League, de acordo com um relatório parlamentar publicado em julho.

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