"Já era hora", disse ao jornal Lucy Worsley, conservadora-chefe do Historic Royal Palaces e famosa por ter apresentado programas históricos de televisão.

"Estamos atrasados. Não fizemos o suficiente", lamentou.

Como resultado do movimento Black Lives Matter, protestos e investigações sobre as relações das instituições atuais, como universidades e bancos com o passado colonial, se multiplicaram no Reino Unido.

Uma investigação realizada em setembro pelo National Trust, órgão encarregado de preservar os principais monumentos históricos do Reino Unido, descobriu que um terço deles tinha vínculos com a escravidão.

Worsley garantiu que é vital dar uma imagem precisa do passado dos palácios reais, por mais desconfortável que seja, focando, por exemplo, na dinastia Stuart, que reinou de 1603 a 1714.

"Tudo o que está relacionado à dinastia Stuart conterá um elemento de dinheiro derivado da escravidão", alertou.

Esses reis desempenharam um papel importante no comércio de escravos britânico: o rei Charles II autorizou a criação do que mais tarde se tornaria a Royal African Company, que manteve o monopólio total do comércio de escravos até 1698.

A empresa, que não parou de negociar com pessoas até 1731, foi fundada por seu irmão James II, que mais tarde também ascendeu ao trono.

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