"Estamos profundamente preocupados com a decisão do Conselho de Planejamento de Israel de avançar no plano de construir mais de 4.000 casas na Cisjordânia. Pedimos às autoridades israelenses que reconsiderem esta decisão", escreveram os ministros das Relações Exteriores destes 15 países, em um comunicado.

Os signatários também pedem aos israelenses "que não realizem as demolições, ou as expulsões, planejadas, particularmente em Masafer Yata".

Na quinta-feira, ONGs israelenses criticaram a rejeição da Suprema Corte de Israel às petições de palestinos ameaçados de expulsão em uma área desértica da Cisjordânia ocupada. O local é considerada um campo de treinamento pelo Exército israelense.

A decisão abriu caminho para a possível expulsão de moradores e para a construção de casas para eventuais colonos.

"As novas unidades habitacionais constituiriam um obstáculo adicional para a solução de dois Estados", advertem os chefes da diplomacia de França, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Polônia, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta , Holanda, Noruega, Espanha e Suécia.

Segundo eles, "as colônias israelenses constituem claramente uma violação do direito internacional e impedem uma paz justa, duradoura e global entre israelenses e palestinos".

Esta postura europeia surge em um momento de escalada de tensão, agravada pela morte da jornalista Shireen Abu Akleh.

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