"Não estamos sob ataque e não enfrentamos uma ameaça militar direta. Portanto, não há razão para invocar o Artigo 4 do tratado", disse o presidente polonês, Andrzej Duda.

Esse artigo permite que os membros da Otan solicitem uma reunião do Conselho do Atlântico Norte sobre "qualquer questão relativa à segurança de um país-membro".

"A Polônia conseguiu até agora administrar o problema sem qualquer envolvimento direto da Otan", disse o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg.

"Estamos acompanhando a evolução da situação e estamos prontos para oferecer o apoio necessário se a Polônia o solicitar", acrescentou.

Desde este verão, milhares de pessoas, tentando chegar à Europa Ocidental, foram bloqueadas na fronteira entre Belarus e a Polônia. Segundo a imprensa polonesa, pelo menos doze morreram em ambos os lados da fronteira.

O Ocidente acusa o governo de Belarus de ter causado esta crise migratória, emitindo vistos, em retaliação às sanções impostas pelos países ocidentais ao Executivo do presidente Alexander Lukashenko.

Belarus nega e critica os países da União Europeia por não atenderem aos migrantes.

"Condenamos a ação do regime de Alexander Lukashenko, que explora os migrantes de forma cínica e desumana para exercer pressão sobre os países da Aliança e estamos prontos para ajudá-los", disse Stoltenberg.

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