- 2013: O herdeiro -

O líder socialista Hugo Chávez, presidente desde 1999 e fundador da "revolução bolivariana", morre em decorrência de um câncer em 5 de março de 2013.

Maduro, ungido por Chávez como seu substituto, vence as eleições presidenciais em 14 de abril com 50,62% dos votos, apenas 1,5 ponto à frente do opositor Henrique Capriles, que impugnou o escrutínio.

- 2014: O primeiro desafio -

Em 2014, liderada por Leopoldo López, a oposição realiza manifestações para exigir a saída de Maduro, com um balanço de 43 mortos em quatro meses.

López é detido em fevereiro deste ano e condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar a violência. Desde agosto de 2017 está em prisão domiciliar.

Os preços do petróleo - que geram 96% das divisas do país - caíram a menos da metade, agravando a escassez de alimentos e remédios.

- 2015: A maior derrota -

Em março, os Estados Unidos impõem as primeiras sanções contra funcionários venezuelanos acusados de violar os direitos humanos.

Em dezembro, em meio ao agravamento da crise, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) desfere ao chavismo a maior derrota eleitoral de sua história, vencendo a maioria qualificada do Parlamento.

- 2016: Choque de poderes -

Assim que a oposição assumiu o controle do Legislativo em janeiro, este foi declarado em desacato e suas decisões anuladas pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

Durante quase todo o ano de 2016, a oposição tentou revogar o mandato de Maduro por meio de um referendo.

Mas o poder eleitoral e a Justiça - de linha governista - o frearam, alegando fraude no recolhimento das assinaturas para solicitá-lo.

- 2017: Protestos e Constituinte -

O TSJ fica responsável pelas faculdades do Parlamento e em 1º de abril explodem os protestos que deixaram 125 mortos em quatro meses.

Em 30 de julho realizam uma questionada eleições de uma Assembleia Constituinte com poder absoluto e totalmente governista, substituindo, na prática, o Parlamento e que não foi reconhecida por vários governos. Os protestos cessam.

Washington aprova sanções financeiras contra a Venezuela e a sua petroleira Pdvsa, declarados depois em moratória parcial.

O chavismo tem um ótimo resultado nas eleições de governadores de outubro e nas municipais de dezembro. A oposição denuncia uma fraude, embora não tenha participado das últimas.

- 2018: Reeleição -

Diante de uma oposição rachada, a Constituinte decidiu em janeiro adiantar as presidenciais.

Fracassa um diálogo entre a oposição e o governo sobre garantias eleitorais e as autoridades fixam a votação para 20 de maio.

A MUD decide boicotá-la, acrescentando que é uma "fraude". O opositor Henri Falcón, dissidente do chavismo, se afasta e lança a sua candidatura.

Os Estados Unidos, vários países da América Latina e a União Europeia não reconhecem as eleições.

Maduro foi reeleito com 68% dos votos e registra-se a maior abstenção em presidenciais (52%) na história democrática venezuelana.

Enquanto isso, a produção petroleira a cai aos níveis mais baixos em três décadas (1,4 milhão de barris por dia).

Em 4 de agosto, o presidente denuncia uma tentativa de magnicídio com dois drones que explodiram perto do palanque onde comandava uma parada militar.

Maduro culpou o deputado opositor exilado Julio Borges, o então presidente colombiano Juan Manuel Santos e os Estados Unidos. Vinte e cinco pessoas foram detidas.

- 2019: Segundo mandato -

Em 10 de janeiro, Maduro assume um segundo mandato que não é reconhecido por boa parte da comunidade internacional.

Em 23 de janeiro, convocados pelo chefe do Parlamento, Juan Guaidó, dezenas de milhares de opositores se manifestam em Caracas e outras cidades para pressionar por um "governo de transição" e novas eleições, e que os militares rompam com Maduro.

O chavismo também mobilizou milhares de partidários para defender o presidente e denunciar um suposto plano dos Estados Unidos para derrubá-lo.

Em 15 de janeiro, o Legislativo declara formalmente Maduro como "usurpador" da Presidência.

Em 23 de janeiro, durante um discurso diante de milhares de opositores em Caracas, Guaidó se autoproclama presidente interino da Venezuela.

- Possíveis crimes contra a humanidade -

Em 26 de março de 2020, os Estados Unidos anunciam o indiciamento de Maduro e de várias pessoas próximas por "narcoterrorismo".

Em agosto, a oposição decide boicotar as eleições legislativas de 6 de dezembro, descritas como "fraudulentas".

No final de agosto, Maduro concede perdão presidencial a mais de 100 opositores.

Em setembro, Capriles convoca os venezuelanos a participar das eleições legislativas.

Em 16 de setembro, investigadores da ONU afirmam que Maduro e membros do governo podem ter cometido "crimes contra a humanidade".

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