O centrista Lapid, que tinha até as 23h59 locais (17h59 de Brasília) de prazo, fez este anúncio após formalizar à noite o apoio dos partidos de direita e do árabe Raaam ao seu futuro governo.

Sua equipe divulgou uma imagem deste acordo de coalizão, assinado pelos líderes de oito partidos israelenses - dois de esquerda, dois de centro, três de direita e um árabe - que poderia marcar um ponto de inflexão na história política de Israel.

A última vez que um partido árabe apoiou um Executivo, ainda que sem integrá-lo, remonta a 1992, ao então "governo da paz" de Isaac Rabin.

Nesta ocasião, o partido Raam, do islamita Mansur Abbas, não informou se participaria ativamente do governo.

"Este governo estará a serviço de todos os cidadãos de Israel, inclusive aqueles que não são membros, respeitará aqueles que se opõem e fará tudo o possível para unir" a sociedade israelense, declarou Lapid ao presidente, segundo o comunicado.

O futuro governo, que não contará com o Likud de Netanyahu após 12 anos consecutivos no poder, deve obter o apoio do Parlamento, no começo da semana que vem.

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