Os sobreviventes são "36 haitianos e dois dominicanos, dos quais oito estão hospitalizados", disse a Guarda Costeira em seu último informe no Twitter.

As 11 pessoas mortas são mulheres, de acordo com um comunicado divulgado pelo Instituto de Ciências Forenses de Porto Rico, que fará hoje a necropsia dos corpos.

As autoridades continuam rastreando a área do naufrágio, cerca de 10 milhas náuticas (18 km) ao norte da ilha porto-riquenha de Desecheo, em busca de sobreviventes.

Um helicóptero da Polícia de Fronteira dos EUA (CBP, na sigla em inglês) foi o primeiro a relatar o naufrágio, depois de avistar pela manhã pessoas na água e um barco virado.

Vários helicópteros de resgate foram enviados para a área, e uma embarcação da Guarda Costeira colaborou na operação.

Os náufragos não pareciam estar com coletes salva-vidas, segundo a Guarda Costeira.

Desecheo é uma pequena ilha deserta na Passagem de Mona, que separa Porto Rico da ilha de Hispaniola, onde estão localizados o Haiti e a República Dominicana.

No último sábado (7), uma haitiana morreu no mesmo canal, depois que um barco que transportava 69 imigrantes virou. Os outros passageiros foram resgatados pela Guarda Costeira dos EUA e pela Marinha Dominicana.

Em março, centenas de haitianos chegaram de barco à Flórida, no sudeste dos Estados Unidos. E mais de 100 foram interceptados pela Guarda Costeira perto das Bahamas.

País mais pobre do continente americano, o Haiti vive uma forte crise institucional, econômica, social e de segurança.

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