"Em apenas quatro meses, Mianmar passou de uma democracia frágil para uma catástrofe para os direitos humanos", disse Bachelet em um comunicado.

"Os dirigentes militares são responsáveis por esta crise e devem prestar contas", acrescentou.

Desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro, os grupos locais de defesa dos direitos humanos afirmam que já são mais de 860 mortos e milhares de feridos, todos vítimas da repressão das forças de segurança contra os manifestantes pró-democracia.

Bachelet afirmou que a violência se intensifica em várias partes de Mianmar, incluindo os estados Kayah, Chin e Kachin, "com uma violência particularmente intensa em áreas onde existem importantes minorias étnicas e religiosas".

A alta comissária assegurou que existem "informes confiáveis" de que as forças de segurança usaram civis como escudo humano, bombardearam casas e igrejas e bloquearam o acesso à ajuda humanitária. Também teriam atacado trabalhadores humanitários.

Bachelet lembrou os militares birmaneses de que têm a "obrigação de proteger os civis".

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