O Centro Sírio para os Meios e a Liberdade de Expressão (SCM em inglês), a Open Society Justice Initiative (OSJI) e o Syrian Archive mencionaram a "competição extraterritorial" à Justiça francesa ao apresentar sua denúncia na segunda-feira.

Seu objetivo é que um juiz de instrução possa investigar os ataques com gás sarin em agosto de 2013 na cidade de Duma (sudoeste), capital da Guta oriental, próxima a Damasco.

A denúncia, acompanhada por vários depoimentos e provas documentais como fotos e vídeos, pretende "determinar as responsabilidades da ordem e execução dos ataques", afirmaram as ONGs, que realizaram uma "análise da rede de comando militar síria".

As três ONGs já apresentaram em outubro de 2020 uma denúncia por esses fatos ao tribunal federal alemão, à qual somaram o ataque com gás sarin cometido em abril de 2017 em Jan Sheijun (noroeste da Síria).

"Pedimos ao juiz de instrução francês que coordene sua investigação com o promotor federal alemão", declarou no comunicado Steve Kostas, advogado que faz parte da OSJI.

Segundo os Estados Unidos, mais de 1.400 pessoas morreram nesses ataques, após o qual o governo sírio se comprometeu em desmantelar seu arsenal químico.

Mas um relatório publicado em outubro de 2020 pelas ONGs OSJI e Syrian Archive revelou que a Síria dispõe de um programa de armas químicas "ainda grande", e que o governo sírio usava "truques" para enganar a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAC), o órgão encarregado pelo desmantelamento deste arsenal.

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