"o ritmo lento da vacinação prolonga a pandemia", lamentou o braço europeu desta organização das Nações Unidas, ressaltando que o número de novos casos na Europa aumentou fortemente nas últimas cinco semanas.

"As vacinas são a nossa melhor saída para a pandemia. Não apenas funcionam, mas também são muito eficazes para limitar as infecções. No entanto, a aplicação dessas vacinas é inaceitavelmente lenta", disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, citado em um comunicado de imprensa.

Até o momento, mais de 152 milhões de doses foram injetadas na zona Europa da OMS, ou seja, um quarto (25,5%) das doses administradas em todo mundo, enquanto esta zona, de cerca de 50 países - incluindo Rússia e vários Estados da Ásia Central -, abriga apenas 12% da população mundial.

Em média, 0,31% da população da zona recebe uma dose por dia. Ainda que esta taxa seja quase o dobro da do restante do mundo (0,18%), é significativamente menor que a da zona Estados Unidos/Canadá (0,82%).

"Deixe-me ser claro: precisamos acelerar o processo, aumentando a produção, reduzindo as barreiras e usando todas as doses que tivermos em estoque", frisou Kluge.

"Atualmente, a situação regional é a mais preocupante que observamos em vários meses", queixou-se.

Na zona Europa da OMS, o número de novas mortes ultrapassou 24.000 na semana passada e está "rapidamente" se aproximando da marca de um milhão, segundo a organização.

O número de novos casos semanais chegou a 1,6 milhão, enquanto havia caído para menos de um milhão há apenas cinco semanas, aponta a OMS.

- Temor de novas variantes -

As novas infecções estão aumentando em todas as faixas etárias, exceto entre aqueles com 80 anos, ou mais - uma vez que a vacinação deste grupo está começando a dar frutos.

A rápida disseminação do vírus também faz a organização temer o aparecimento de novas variantes consideradas "preocupantes".

Segundo a OMS, a variante inglesa, que é mais transmissível e também pode aumentar o risco de hospitalização, é hoje a variante mais comum na Europa, presente em 50 países da região.

A organização lança um apelo aos governos para que usem e fortaleçam os testes, o isolamento, rastreamento de contatos, quarentenas e sequenciamento para conter a propagação, mas acredita que os confinamentos devem ser "evitados por meio de intervenções de saúde pública oportunas e direcionadas".

O confinamento "deve ser usado quando a doença pressiona a capacidade dos serviços de saúde de administrar os pacientes de forma adequada", explicou.

Hoje, 27 países da região estão em confinamento total, ou parcial.

A poucos dias da Páscoa e a duas semanas do início do Ramadã, a organização também exortou na quarta-feira que as festas sejam organizadas em espaços externos em países onde os encontros ainda são permitidos.

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