Segundo Bruce Aylward, encarregado do Covax na OMS, alguns Estados se comprometeram a doar 150 milhões de doses para compensar problemas de abastecimento existentes.

"É um magnífico ponto de partida", mas o problema é "que poucas [doses] são para o período de junho e julho, então vai faltar" abastecimento aos países que vacinam contando com o Covax, disse em Genebra.

O responsável explicou que, para vacinar de 30% a 40% da população mundial neste ano, terá que imunizar pelo menos 250 milhões de pessoas antes do final de setembro, o que requer centenas de milhões de doses, já que a maioria das vacinas anticovid precisam de duas doses.

Para Aylward, os países doadores devem acelerar suas entregas, já que, se os beneficiados não receberem as doses no momento adequado, estarão "destinados ao fracasso" porque "não poderão começar a distribuição, dar confiança às comunidades e construir seus sistemas".

"Não temos doses suficientes", resumiu o responsável da OMS.

O Covax, dirigido pela OMS, pela Aliança para a Vacinação GAVI e pela coalizão para a preparação para epidemias CEPI, foi criado em junho de 2020 para garantir uma distribuição igualitária das vacinas anticovid, especialmente nos países de baixa renda, por meio de doações.

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