Entre os dissidentes detidos estão Leung Kwok hung, conhecido como "Longhair" (cabelo comprido), o ex-líder do partido pró-democracia Wu Chi wai, o ex-parlamentar Eddie Chu e Figo Chan, que a cada ano organiza uma manifestação por ocasião do aniversário da devolução da ex-colônia britânica a China em 1997.

A polícia informou que eles são suspeitos de incitar, organizar e participar em uma "reunião não autorizada" no dia 1 de julho, acusações que podem resultar em penas de no máximo cinco anos de prisão.

As detenções aconteceram poucas horas depois de Washington anunciar novas sanções contra 14 altos funcionários do Parlamento chinês por seu papel na adoção desta lei sobre a segurança nacional que "minou a autonomia de Hong Kong".

O texto foi publicado por Pequim em 30 de junho em resposta a vários meses de mobilização pró-democracia em 2019. Em particular, a lei concede às autoridades o poder de reprimir o que considera subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras.

Um dia depois da entrada em vigor, milhares de pessoas protestaram nas ruas da cidade, o que resultou na detenção de mais de 370 pessoas, em particular pela exibição de cartazes e bandeiras com lemas a favor da democracia.

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