"As Nações Unidas têm uma missão no território e esta autópsia é absolutamente decisiva para atender a este caso e determinar as responsabilidades que possam existir a respeito", afirmou Almagro após reunião na sede da OEA em Washington com o advogado da família Baduel, Omar Mora Tosta, e representantes do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó.

O chefe da OEA explicou que levará o assunto à alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, cujo gabinete pediu na quarta-feira a Caracas que garantisse uma "investigação independente" sobre a morte de Baduel e também a libertação de todos aqueles detidos arbitrariamente na Venezuela.

"A libertação de todos os presos políticos é um imperativo moral, ético, legal e de todos nós que buscamos a democracia", declarou Almagro, e destacou que Baduel é o décimo preso por motivos políticos a morrer na prisão desde que Maduro chegou ao poder em 2013.

Por sua vez, Mora Tosta solicitou a formação de uma comissão internacional independente para investigar as causas da morte de Baduel, que segundo ele morreu nos braços de seu filho, Josnars Adolfo Baduel, detido por sua suposta participação em uma incursão marítima em maio de 2019 que buscava a saída de Maduro.

O advogado negou que Baduel tenha morrido de covid-19, como afirmou o governo de Maduro. Parentes do dissidente afirmam que ele não contraiu o coronavírus e sua filha, Andreína Baduel, denuncia que "o regime assassinou" seu pai.

Mora Tosta disse ainda que solicitará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da OEA, medidas de proteção para a família Baduel, em particular para Josnars, que segundo o advogado sofre pressões do governo Maduro.

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