É o último grande evento da jogadora, que também disputou sete Copas do Mundo, incluindo a última na França-2019. E também a última oportunidade de erguer o título com a Seleção, com quem já foi vice-campeã mundial e prata olímpica, mas nunca conseguiu subir ao primeiro degrau do pódio.

Nenhum jogador de futebol, masculino ou feminino, participou de tantos torneios olímpicos e Formiga marcou presença desde a estreia do futebol em Olimpíadas: de Atlanta-1996 a esta edição de Tóquio-2020.

"Formiga não vai existir para sempre", alertou Marta, que marcou dois gols na estreia contra a China, sugerindo que a seleção brasileira terá que encarar logo uma renovação de líderes em campo.

"Pretendo jogar futebol até os 45 anos, se Deus quiser, porque estou com saúde e ânimo. Vai ser difícil parar", admitiu a jogadora do São Paulo, para onde se transferiu depois de atuar no Paris Saint-Germain.

- Estreia em Copas aos 17 anos, como Pelé -

Mas Tóquio será sua despedida internacional, após a primeira convocação em 1995 para a Copa do Mundo da Suécia, que jogou com apenas 17 anos, assim como Pelé em 1958, no mesmo país.

Por ironia do destino, sua atual treinadora na Seleção, a sueca Pia Sundhage, sofreu com essa estreia, quando o Brasil derrotou a Suécia por 1 a 0. Vinte e seis anos depois de sentir esse gosto amargo, Pia a convocou para sonhar com uma medalha de ouro.

Vice-campeã mundial em 2007 e prata em Atenas-2004 e Pequim-2008, Formiga já jogou 200 partidas com a Amarelinha (marcando 29 gols) e sente que ainda falta a cereja do bolo: o ouro. "Sei que posso ajudar a equipe", disse a baiana à imprensa brasileira.

Foi na Bahia que recebeu o apelido de Formiga, pelo jeito incansável de jogar, apoiando-se nas companheiras e apostando no time, já que aos sete anos começou a chutar uma bola, em meio a uma situação familiar de muitas carências diárias.

"Naquela época, havia muitos problemas em casa. Meus irmãos não queriam que eu jogasse. Mas então percebi que eu realmente queria jogar futebol e minha mãe era a única que me apoiava", explicou ela em um comunicado na imprensa americana.

Na quarta-feira ela foi vista mais uma vez com a camisa 8 que sempre vestiu. Mas desta vez espera que este seja o número da sorte e que a sétima edição das Olimpíadas seja a sua consagração final.

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