As relações entre Pequim e Washington se deterioraram durante a presidência de Donald Trump (2016-2020), marcada por um conflito comercial entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

O confronto provocou a aplicação de tarifas recíprocas adicionais sobre muitos produtos, o que teve efeitos sobre a economia global.

Mas Pequim e Washington assinaram uma trégua em janeiro de 2020, pouco antes da paralisação das atividades pela pandemia de covid-19.

Nesta quarta-feira, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, teve uma reunião por videoconferência com a secretária americana do Tesouro, Janet Yellen, informou a agência oficial China Xinhua.

"As duas partes consideram que as relações econômicas entre China e Estados Unidos são muito importantes e de sejam manter a comunicação", afirmou a Xinhua.

Washington confirmou a conversa em um comunicado do Departamento do Tesouro, ao destacar que a administração Biden quer "cooperar nos âmbitos que beneficiam os Estados Unidos, enquanto aborda de maneira franca os assuntos preocupantes".

Na quinta-feira da semana passada, representantes chineses e americanos do setor do comércio organizaram a primeira reunião desde que Joe Biden assumiu a presidência.

Liu He, o principal negociador de Pequim na guerra comercial, conversou com Katherine Tai, representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR). A China considerou o encontro "construtivo".

Com base na trégua assinada em janeiro de 2020, Pequim e Washington devem se reunir a cada seis meses.

Com o acordo chamado de "Fase 1", a China concordou em importar bens americanos por 20 bilhões de dólares durante dois anos, que supostamente permitirão reduzir o déficit dos Estados Unidos na relação.

Em abril, o governo Biden anunciou que pretendia fazer um balanço das promessas feitas pela China.

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