"É imperativo que o príncipe-herdeiro, que ordenou o assassinato brutal de uma pessoa inocente, seja punido sem demora", afirmou Hatice Cengiz em um comunicado.

Na sexta-feira, os Estados Unidos publicaram um relatório de inteligência no qual acusam pela primeira vez o príncipe-herdeiro saudita de ter "aprovado" uma operação para "capturar ou matar" o jornalista crítico ao reino, mas não anunciou nenhuma sanção direta.

"Saúdo a publicação do relatório dos Estados Unidos. A verdade, que já era conhecida, foi reafirmada e agora é definitiva. Mas não é suficiente, porque a verdade só faz sentido se servir para cumprir a Justiça", declarou Cengiz.

"Se o príncipe-herdeiro não for punido, isso vai mandar para sempre um sinal de que o principal culpado pode matar com total impunidade", declarou.

Em Genebra, a relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, Agnès Callamard, afirmou na segunda-feira estar "decepcionada" com o fato de os Estados Unidos não anunciarem sanções contra o príncipe-herdeiro.

"É extremamente problemático e até perigoso admitir a culpabilidade de alguém e então dizer que nada será feito contra eles. Em minha opinião, este é um passo extremamente perigoso da parte dos Estados Unidos", argumentou Callamard, falando em uma coletiva de imprensa, convocando Washington a agir.

Khashoggi criticava o reino e se estabeleceu nos Estados Unidos depois de adversidades com o príncipe-herdeiro.

De acordo com as autoridades turcas, ele foi morto em 2 de outubro de 2018 na sede diplomática da Arábia Saudita em Istambul por um comando de 15 sauditas que primeiro o estrangularam e depois o esquartejaram.

Seus restos mortais nunca foram encontrados.

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