"Não há nenhum lugar, nenhuma cidade da região de Donetsk que seja seguro" e é "muito perigoso para os habitantes permanecer" ali, declarou Kyrylenko, em um momento em que a ofensiva russa se intensifica nas cidades gêmeas de Lysychansk e Severodonetsk.

A situação "continua sendo difícil" e "o inimigo tenta concentrar seus esforços na estrada de Bajmut a Lysychansk", que se tornou "um perigo evidente para a saúde e a vida de quem quer que se aventure por ali", acrescentou.

Segundo Kyrylenko, o comando ucraniano "faz tudo o possível" para evitar que os soldados ucranianos sejam "cercados" nestas duas cidades, que constituem o último foco de resistência à invasão desta região.

"A missão principal é frear o avanço do inimigo para [as cidades de] Sloviansk e Kramatorsk", mais a oeste, informou.

Kyrylenko informou, por outro lado, que "as evacuações de civis continuam" apesar dos combates e informou que "251 pessoas" conseguiram sair na quarta-feira da região.

"Continua havendo 45.000 habitantes em Kramatorsk", a algumas dezenas de quilômetros da linha de frente, e "a distribuição de alimentos continua em todo o território da região de Donetsk, apesar dos "cortes de energia elétrica e de água e gás", informou.

A região de Donetsk integra, junto com a de Lugansk, a bacia do Donbass, que já estava parcialmente sob controle de separatistas pró-russos desde 2014.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e, após fracassar em sua tentativa de ocupar Kiev e o norte do país, concentrou sua ofensiva no leste.

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