Máscaras, chapéus e lenços roxos predominaram na marcha pelo centro da capital da Espanha.

Os participantes cantavam "não estamos todas, faltam as assassinadas" e "nem uma a menos, as queremos vivas". O Palácio de Cibeles e edifícios históricos foram iluminados com a cor roxa.

"No mundo todo ainda é um flagelo e um problema muito grande e é hora de acabar com a violência patriarcal contra nossos corpos, nossas vidas e nossas decisões", disse à AFP Leslie Holguín, uma estudante e atriz de 30 anos.

Outras marchas foram convocadas em Barcelona, Valência e outras cidades do país.

O combate à violência sexista é uma causa nacional na Espanha, que em 2004 se tornou o primeiro país europeu a adotar uma lei que tornava o gênero da vítima uma circunstância agravante em caso de agressão.

"Acabar com a violência sexista é uma verdadeira política de Estado", destacou no Twitter o presidente do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, que, com mais ministras do que ministros, se autoproclama feminista.

"Nenhum país será totalmente democrático se metade de sua população estiver sob risco de violência por ser mulher. Meu Executivo está ciente disso", acrescentou.

O país, que conta com um movimento feminista próspero, tem um observatório público de violência de gênero que contabilizou 1.118 mulheres assassinadas por seus parceiros ou ex-parceiros desde 2002, 37 delas em 2021.

Para incluir todos os feminicídios em suas estatísticas, o governo anunciou recentemente que, a partir de janeiro, contará os assassinatos cometidos por homens que não sejam seus parceiros ou ex-parceiros.

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