Faltando poucos meses para a COP26, marcada para novembro em Glasgow, na Escócia, as Nações Unidas convocaram três semanas de discussões via videoconferência, com o intuito de avançar as negociações, ainda que de forma "informal", ou seja, sem tomar decisões firmes.

Estas são as primeiras negociações após o fracasso da COP25 em Madri no final de 2019.

Embora as discussões devam terminar na quinta-feira, "nem todas as questões foram abordadas, simplesmente porque não há tempo suficiente. A questão financeira não foi abordada", disse Espinosa.

No entanto, ela considerou que o simples feito de levar as partes de volta à mesa era algo positivo: "conseguimos reunir todas as partes e fazer com que tratassem de questões importantes. Isso é importante por si só, já que por um ano e meio não nos reunimos para nada", por causa da pandemia da covid-19, enfatizou.

As discussões devem se concentrar principalmente nos regulamentos para a implementação do Acordo de Paris, incluindo questões de transparência, mercados de compensação de carbono, monitoramento e rastreabilidade de compromissos de redução de emissões, e também contribuições econômicas.

Acima de tudo, o acordo de Paris formalizou o compromisso dos países ricos de aumentar sua ajuda climática aos pobres para chegar a 100 bilhões de dólares por ano até 2020. Uma promessa que não foi cumprida, mas que foi reafirmada na cúpula do G7 esta semana.

As questões financeiras dizem respeito aos países pobres, mais expostos às consequências do aquecimento global. A Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) tuitou após a cúpula do G7: "o acordo de Paris foi apoiado pela confiança. E pode facilmente entrar em colapso se essa confiança for quebrada".

Espinosa destacou que implementar os compromissos financeiros constituirá "um elemento chave para o sucesso da COP26".

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