A jovem de 26 anos, medalhista de prata nos 200 metros borboleta e no revezamento 4x100 metros nos Jogos do Rio de Janeiro 2016, revelou sua decisão no Instagram na noite de quinta-feira (10).

O processo de seleção para as Olimpíadas de julho começará no sábado, na cidade australiana de Adelaide.

"Que isso sirva de lição para todos os pervertidos misóginos nos esportes e seus puxa-sacos", escreveu.

"Não se pode mais explorar mulheres jovens e meninas, fazê-las sentir vergonha de seus corpos, ou temer por sua saúde e então esperar que elas representem você para que você possa ganhar seu bônus anual. Acabou!", protestou Maddie.

A nadadora não especificou a quem ela se referia.

Em novembro passado, ela se queixou no Twitter sobre uma "pessoa que trabalha na natação" que a fazia "se sentir mal pela forma" como a olhava.

Dias depois, ela denunciou um "comentário sinistro" de um treinador não identificado, que disse ter-se desculpado, "talvez porque o psicólogo da equipe lhe tenha dito para fazer isso".

Kieren Perkins, presidente da Swimming Australia, órgão responsável pela natação no país, lamentou que a nadadora não tenha apresentado uma denúncia formal.

"A realidade é que isso é tudo que sabemos, o que está nas redes sociais. Ela nunca entrou em contato com a Swimming Australia. Não conseguimos falar diretamente com ela e falar de suas preocupações para averiguar o que está acontecendo", declarou Kieren ao Channel Nine nesta sexta.

"Infelizmente, as mensagens nas redes sociais não constituem uma denúncia válida para nós. É preciso sentar para falar disso com a gente", acrescentou.

"Gostaríamos de fazer isso e queremos que Maddie venha e fale conosco, se achar que consegue", completou.

Apesar de sua retirada, Maddie Groves disse não ter a intenção de encerrar sua carreira e quer "participar de outras competições mais adiante este ano".

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