"Não há nada a comemorar. São 200 anos de calamidade, corrupção, saque e roubo aqui na Guatemala", declarou a líder indígena e ex-candidata à presidência Thelma Cabrera durante passeata na província de Retalhuleu.

Os protestos, que aconteceram em várias regiões do país, foram convocados pelo Comitê de Desenvolvimento Camponês (Codeca), que também denunciou o racismo e a exclusão dos povos originários na Guatemala, país que lembra com o restante da América Central nesta quarta-feira os 200 anos de sua independência da Espanha.

Embora as grandes comemorações tenham sido canceladas devido à pandemia, vários setores questionaram os gastos milionários do governo com o festejo, em um país atingido pela crise sanitária e onde a pobreza atinge 59,3% da população, número que dispara entre as comunidades indígenas.

Com 17 milhões de habitantes, a Guatemala acumula mais de 515 mil casos de coronavírus e quase 13 mil mortes, no momento em que aumentam as infecções, saturando a precária rede hospitalar.

Alejandro Giammattei, um médico de direita de 65 anos, enfrenta recorrentes protestos, que pedem a sua renúncia e o acusam de má gestão dos recursos para responder à crise sanitária, como os destinados à compra de vacinas.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.