"Todos nós sabemos que o governo [de Bashar al-Assad] usou armas químicas repetidamente. Então, por que o governo sírio não foi responsabilizado?", perguntou a embaixadora.

"Infelizmente, a resposta é simples. O governo de Assad tentou evitar a responsabilização obstruindo investigações independentes e minando o papel e o trabalho da OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas)", acrescentou Thomas-Greenfield, em sua primeira reunião na Síria no Conselho de Segurança.

"E os aliados do governo, incluindo a Rússia, também tentaram bloquear todos os esforços para responsabilizar o governo sírio", disse ela.

"A Rússia defendeu o governo de Assad apesar de seus ataques com armas químicas, atacou o trabalho profissional da OPAQ e dificultou os esforços para responsabilizar o governo de Assad pelo uso de armas químicas e inúmeras outras atrocidades", insistiu a diplomata.

Seu colega russo, Vassily Nebenzia, respondeu ironicamente sobre uma declaração da americana no início da sessão, na qual pedia que as intervenções fossem breves.

"Sempre tentamos ser breves, mas nem sempre é possível", disse ele, antes de dar "um breve e útil resumo histórico das deliberações no Conselho" para a recém-chegada embaixadora dos Estados Unidos.

Além disso, Nebenzia defendeu Damasco: "Seguindo o conselho da Rússia, a Síria cumpriu (o acordo da) OPAQ de boa fé e se desfez de seu arsenal de armas químicas", uma alegação recebida com ceticismo no Ocidente.

De acordo com a ONU, Damasco ainda não respondeu as 19 perguntas feitas nos últimos anos sobre as instalações que poderíam ter sido usadas na produção ou armazenamento de armas químicas.

A organização internacional já acusou a Síria de ataques químicos no passado.

O país do Oriente médio nega toda as acusações dos países ocidentais.

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