O festival Qingming, um dos mais importantes da tradição chinesa, é celebrado no mês de abril pelas comunidades chinesas do Leste e Sudeste Asiático.

Durante as festividades, eles rezam pelos ancestrais da família, limpam os túmulos das pessoas próximas e queimam modelos em papel de todos os tipos de objetos que podem ser úteis aos familiares na vida após a morte.

Assim, incineram tudo, desde modelos em papel de notas ou sapatos a iates e aviões.

Mas a pandemia trouxe novos elementos relacionados ao vírus.

Um armazém na cidade de Rawang, próximo à capital Kuala Lumpur, oferece pacotes compostos por máscaras, garrafa de álcool em gel e termômetros, em papel.

"Queremos que nossos ancestrais entendam a importância de usar uma máscara durante a pandemia", explica à AFP o proprietário, Jacky Hoi, mostrando o artigo em suas mãos.

Ele está convencido de que este artigo original encontrará clientes na Malásia, um país com população de maioria muçulmana, onde cerca de 32 milhões de habitantes afirmam ser de origem chinesa.

"Isso tornará mais fácil para os ancestrais combater a pandemia", assegura.

Hoi reconhece que falta um item importante: uma vacina de papel.

A comunidade chinesa na Malásia celebrará o "festival da limpeza de túmulos" esta semana pela primeira vez desde 2019, já que as festividades foram canceladas no ano passado devido ao confinamento estrito.

Regras foram definidas para evitar qualquer contaminação, como um número limitado de pessoas autorizadas a participar e um curto período de tempo para as orações.

A Malásia foi atingida por uma nova onda da covid-19 nos últimos meses, mas o número de casos começou a diminuir. As autoridades registram diariamente mil novas infecções e algumas mortes causadas pelo vírus.

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