"Morreu em Saint-Pée-sur-Nivelle (Pirineus Atlânticos), onde vivia", disse à AFP Jakes Abeberry, diretor do jornal nacional Enbata e ex-conselheiro de Biarritz. "Ele sofreu um derrame cerebral há quatro ou cinco anos e ficou muito mal. No último ano não o vimos mais".

Nascido em 1932 no berço de uma família de classe média de Bilbao, Julen Kerman de Madariaga Agirre fundou no início dos anos 50, em plena ditadura franquista, o grupo Ekin, que em 1959 se tornou o Euskadi Ta Askatasuna (País Basco e Liberdade).

O ETA anunciou sua dissolução definitiva em maio de 2018 depois de quatro décadas de violência pela independência do País Basco nas quais mais de 850 pessoas morreram.

Madariaga se distanciou da organização nos anos 1990. "Me retirei porque não aprovava os métodos usados pela nova direção nos anos 80", declarou ao jornal francês Sud Ouest em 2011.

Madariaga foi preso pela primeira vez em 1961 após uma ação contra um trem militar em San Sebastián, e foi condenado em 1988 a quatro anos de prisão por associação ilícita.

Em 2006 foi detido em meio a uma operação franco-espanhola. Era suspeito, junto a uma dezena de pessoas, de ser intermediário na cobrança do "imposto revolucionário" do ETA a empresários do País Basco. Posteriormente, foi colocado em liberdade sob fiança.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.