O vice-ministro das Relações Exteriores de Brunei, Erywan Pehin Yusof, assim como o secretário-geral da ASEAN, Lim Jock Hoi, "chegaram esta noite e se reunirão com o comandante chefe amanhã", disse essa alta fonte à AFP, com condição de anonimato.

O serviço de imprensa da junta, no poder desde 1º de fevereiro depois de derrubar o governo civil liderado por Aung San Suu Kyi, disse nesta quinta-feira que iria publicar em breve mais detalhes sobre os encontros.

Mianmar está no olho do furacão desde o golpe de Estado contra Suu Kyi e o governo de sua Liga Nacional para a Democracia (LND), assim como pela repressão que deixou mais de 800 mortos, segundo dados de uma ONG local.

A organização regional lançou esforços diplomáticos para tentar solucionar a crise, mas as lutas na Asean impediram avanços.

Até o momento, não se sabe se seus enviados se reunirão com os membros de um governo fantasma formado por deputados destituídos, em sua maioria da LND, que tenta reunir os opositores aos golpistas.

O chefe da junta participou em abril de uma reunião de líderes da Asean, na qual no final essa organização pediu o "fim imediato da violência" e a permissão de visita de um enviado especial regional a Mianmar.

Durante o encontro em Jacarta, sua primeira viagem internacional desde o golpe, Min Aung Hlaing explicou que sua ação deveu-se a uma suposta fraude eleitoral durante as eleições de novembro, nas quais a LND venceu.

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