"Como chefe da Missão de Observação Eleitoral #OEAnoPeru, expresso meu apoio às autoridades eleitorais peruanas @JNE_oficial @ONPE_oficial @ReniecPeru em face dos recentes ataques que buscam minar a confiança no processo atual e minar sua autonomia", disse o chefe da missão, Rubén Ramírez, por meio de sua conta no Twitter.

Ramírez, ex-chanceler do Paraguai, afirmou que "o Peru e suas instituições eleitorais têm uma longa tradição de trabalho sério e processos eleitorais transparentes".

"Todas as acusações devem ser acompanhadas de provas", acrescentou.

A missão eleitoral da OEA se reuniu cedo com o presidente interino, Francisco Sagasti, a quem parabenizou pela "neutralidade com que conduziu este processo".

Sagasti pediu à tarde "que seja respeitada escrupulosamente a vontade expressa nas urnas" em breve mensagem ao país transmitida pela televisão estatal.

"Estou confiante de que o povo peruano e as instituições públicas e privadas respeitarão os resultados eleitorais", acrescentou.

As autoridades eleitorais peruanas são alvo de uma campanha nas redes sociais, onde são acusadas de serem parciais ao candidato de esquerda.

Vários cidadãos garantem que há falecidos na lista de eleitores, que seriam suplantados por outras pessoas ao irem às urnas.

"No Peru, os mortos não votam", afirmou na terça-feira Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

"A lei estabelece que um ano antes da data prevista para o primeiro turno eleitoral (11 de abril) se feche o cadastro", por isso não é atualizado, frisou ao explicar por que há mortos.

O ONPE também divulgou diversos tuítes para negar notícias e esclarecer dúvidas sobre as medidas de biossegurança e o horário de votação.

Sagasti deixará o poder em 28 de julho.

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