Em uma nota dirigida às forças de segurança interior, Mawlawi pede que "tomem imediatamente as medidas necessárias para impedir qualquer celebração, reunião ou concentração".

A ordem do ministro ocorre "depois da multiplicação de chamados nas redes sociais para organizar festas e celebrações para promover a homossexualidade no Líbano, e após os comentários dos religiosos rejeitando a propagação desse fenômeno".

No texto, o ministro afirma que "a liberdade individual não pode ser invocada, que este fenômeno é contrário aos usos e costumes da sociedade e contradiz os princípios das religiões celestes".

Essa decisão gerou indignação nas redes sociais. "O que o ministro chama de promoção da homossexualidade é na realidade uma defesa dos direitos dos homossexuais", escreveu o advogado Nizar Saghieh.

"O que (o ministro) chama de tradições e princípios das religiões celestes são os preconceitos herdados que reprimem os direitos de milhares de cidadãos", acrescentou.

Embora o Líbano seja considerado mais tolerante em relação à comunidade LGBT do que outros países árabes, nos últimos anos anulou diversas vezes atividades dessa comunidade, devido a pressão das autoridades religiosas.

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