"O Departamento de Defesa estima que 23 civis foram mortos e outros 10 feridos em 2020 em operações militares dos EUA", disse este relatório anual exigido pelo Congresso desde 2018, parte do qual permanece um segredo do Departamento de Defesa.

A maioria das vítimas civis morreu no Afeganistão, onde o Pentágono admite a responsabilidade por 20 mortes, de acordo com a parte pública do relatório, que afirma que um civil morreu na Somália em fevereiro de 2020 e outro no Iraque em março.

O documento público não especifica onde ocorreu a morte da vítima número 23 nem em que data.

Além disso, o Pentágono reavaliou suas contagens de 2017 a 2019, para reconhecer um total de mais 65 mortos e 22 feridos, a maioria deles na Síria e no Iêmen.

O documento especifica que embora o Congresso tenha atribuído um orçamento de 3 milhões de dólares ao Pentágono em 2020 para o pagamento de compensação financeira às famílias de vítimas civis, nenhuma dessas compensações foi paga.

As ONGs publicam regularmente relatórios com números muito mais altos sobre os ataques dos EUA em teatros de guerra.

Por exemplo, a organização Airwars, que lista vítimas civis de bombardeios aéreos em todo o mundo, observa que as estimativas mais conservadoras são de 102 civis mortos em operações americanas em todo o mundo, cinco vezes mais do que o admitido pelo Pentágono.

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