"O sargento Arli Méndez Terán foi condenado a pedido do Ministério Público como responsável pela morte de David Vallenilla, 22. A pena será de 23 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e uso indevido de arma orgânica # JUSTIÇA", tuitou o procurador.

A decisão foi anunciada depois que a Justiça venezuelana decretou, em 1º de outubro, a nulidade do julgamento contra o militar e ordenou um novo processo, após a absolvição do mesmo. A morte de Vallenilla ocorreu durante os protestos de 2017 contra o presidente Nicolás Maduro.

"Essa condenação em matéria de sanção a violadores dos direitos humanos é muito importante para a nossa gestão, porque ratifica com fatos, e não palavras, nosso compromisso de fazer justiça, não apenas em casos emblemáticos, como o de Vallenilla, mas também em todos aqueles que violarem a dignidade humana", declarou Tarek Saab à AFP.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), que iniciou em 2018 exames preliminares contra a Venezuela por suspeita de crimes contra a humanidade, denunciou o que chamou de falta de ação das autoridades em investigações de abusos cometidos pelas forças de segurança, segundo um relatório divulgado em agosto, rejeitado pelas autoridades do país caribenho. Saab ressaltou que 186 policiais e militares foram condenados por violações dos direitos humanos desde 2017.

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