O porta-voz do Pentágono, John Kirby, não falou sobre possíveis vítimas civis, mas acrescentou que nove edifícios ao redor do posto de fronteira de Albu Kamal foram destruídos. O Exército americano argumentou que o posto foi usado por grupos armados iraquianos apoiados pelo Irã.

"Agora acreditamos que haja um miliciano morto e dois feridos", indicou Kirby. "Vamos continuar a analisar e, se houver mudanças, com certeza avisaremos", acrescentou.

Pouco depois do ataque de sexta-feira, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou que 22 combatentes da força paramilitar Hashed al-Shaabi, apoiada pelo Iraque, foram mortos no ataque, uma retaliação por três ataques com mísseis a instalações usadas pelos militares dos EUA e pelas forças da coalizão no Iraque.

A ação militar americana foi a primeira do governo do presidente Joe Biden na região e ocorreu no momento em que o presidente pretende retomar as negociações com Teerã para limitar o programa nuclear iraniano. Biden emitiu "uma mensagem nada ambígua de que irá agir para proteger os americanos", ressaltou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, na sexta-feira.

O secretário de Defesa, Lloyd Austin, disse acreditar que o alvo foi usado "pela mesma milícia xiita que executou os ataques" no Iraque contra instalações usadas pelos Estados Unidos.

Washington ressaltou que a ação foi um alerta para evitar o aumento das tensões com o Irã. "Isso foi concebido para duas coisas: evitar o uso desse complexo como ponto de entrada da Síria para o Iraque", afirmou. "Em segundo lugar, para enviar um sinal forte de que não toleraremos ataques ao nosso povo ou aos nossos parceiros iraquianos".

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