A redação do veículo afirmou, em nota, que estudou várias possibilidades para permanecer atuante, apesar da decisão tomada pelas autoridades russas em meados de maio, que fez com que os anunciantes fugissem e que lhe trouxe dificuldades financeiras.

"Em cada cenário havia o risco de perseguição criminal contra os funcionários do jornal com possível privação de liberdade", ressaltou a redação do veículo, que fechará no dia 12 de junho.

Além disso, essa classificação o privou de certas fontes. "Funcionários, empresários e até analistas têm medo de falar com 'um agente estrangeiro'", acrescentou.

Na Rússia, os indivíduos ou organizações considerados "agentes estrangeiros" devem, de acordo com uma lei de 2012, registrar-se junto às autoridades, realizar procedimentos administrativos complicados e indicar claramente esse status em suas publicações.

Nas últimas semanas, as autoridades russas reforçaram a repressão contra a imprensa independente e a oposição, na véspera das eleições legislativas de setembro.

Em abril, as autoridades também classificaram o famoso canal online Meduza como um "agente estrangeiro".

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