O pedido de extradição se fundamenta em uma ordem de captura apresentada por um juiz depois que a procuradoria-geral inicou uma investigação contra García Luna.

"Através da embaixada (mexicana em Washington) e a pedido da procuradoria-geral, apresentou-se o pedido de extradição", informou a chancelaria em curta mensagem à imprensa.

Segundo veículos locais, García Luna é investigado por suposto desvio de recursos públicos quando foi secretário de Segurança, no governo de Felipe Calderón (2006-2012).

A ordem de captura havia sido emitida no fim de novembro.

Esta é a primeira investigação aberta no México contra García Luna, detido há um ano no Texas, acusado de receber propinas milionárias do cartel de Sinaloa, em troca de dar proteção e ajuda para traficar pelo menos 53 toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

Nesta segunda, a defesa pediu tempo adicional para analisar as provas e consultar García Luna, que está isolado devido a um surto de covid-19 na prisão onde está recluso, segundo informações da imprensa.

O juiz agendou a próxima audiência para 17 de fevereiro de 2021.

Em outubro, García Luna se declarou inocente dos cinco delitos em uma ação que responde em uma corte federal de Nova York.

Ao se declarar inocente, será indiciado e poderá enfrentar uma pena mínima de dez anos de prisão e a máxima de prisão perpétua.

Antes de ser extraditado ao México, o ex-funcionário teria que ser julgado nos Estados Unidos e cumprir sua pena, a menos que os dois países cheguem a um acordo.

Em novembro, os Estados Unidos concordaram em entregar ao México o general reformado Salvador Cienfuegos, que foi ministro da Defesa (2012-2018). Ele tinha sido detido em Los Angeles, acusado de dar proteção a um cartel das drogas.

As acusações contra Cienfuegos foram desconsideradas e os Estados Unidos entregaram à promotoria mexicana as evidências da acusação para que continue as investigações.

O militar voltou ao México em 19 de novembro e lhe foi concedido enfrentar um julgamento em potencial em liberdade.

García Luna e Cienfuegos são os ex-funcionários públicos mexicanos de maior nível detidos nos Estados Unidos.

No México não foi iniciada nenhuma investigação contra eles.

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