"Falamos sobre a questão dos vistos de trabalho, que ordenam o fluxo migratório, e isso será analisado", afirmou López Obrador sobre a reunião virtual que teve nesta segunda-feira com o colega americano, Joe Biden.

O líder esquerdista lembrou que nesse encontro por teleconferência seu governo propôs a criação de um novo programa "Bracero", nascido durante a Segunda Guerra Mundial, para que os mexicanos pudessem trabalhar nos Estados Unidos.

López Obrador havia adiantado no último fim de semana que, segundo estimativa de seu governo, "a economia dos Estados Unidos precisará de 600 mil a 800 mil trabalhadores por ano", embora não tenha especificado quando. "Falei que, independentemente da automatização, da robótica, isso irá exigir uma força de trabalho maior e temos uma força de trabalho jovem e muito criativa", destacou nesta terça-feira em sua conferência matinal.

No último dia 12 de fevereiro, o presidente mexicano pediu a Biden que criasse um programa especial de vistos para trabalhadores mexicanos e centro-americanos como forma de regularizar a migração para os Estados Unidos.

López Obrador disse que na reunião desta segunda-feira se discutiu o plano de Biden de destinar US$ 4 bilhões para o desenvolvimento da América Central e do sul do México. "Ressaltei a ele que (o plano) foi um sucesso da sua parte", declarou.

Desde 2018, milhares de centro-americanos que fogem da pobreza e da violência em seus países têm viajado pelo México na tentativa de chegar aos Estados Unidos, seja para cruzar a fronteira irregularmente ou para pedir asilo. No entanto, as caravanas começaram a ser bloqueadas pelas forças de segurança em 2020, tanto no sul do México quanto na Guatemala.

López Obrador comentou que também conversou com Biden sobre o acesso às vacinas contra a covid-19, a crise climática, questões de segurança e o acordo de livre-comércio (T-MEC). Biden, acrescentou, convidou o mexicano a participar de uma reunião virtual sobre mudanças climáticas em abril.

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