"É importante" que os programas deste tipo "não terminem nas mãos das pessoas erradas" e "não deveriam ser vendidos para países, onde talvez não esteja garantido que a Justiça monitora as operações (de escutas)", declarou Merkel em entrevista coletiva.

As organizações Forbidden Stories e Anistia Internacional obtiveram uma lista de 50.000 números de telefone, selecionados por clientes do gigante israelense de cibersegurança NSO desde 2016 para serem potencialmente vigiados. Esta lista foi compartilhada com um consórcio de 17 veículos de comunicação que revelou, no último domingo (18), sua existência.

Estas revelações levaram a ONG Repórteres sem Fronteiras a pedir uma moratória sobre estas vendas.

Na segunda-feira (19), a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, já havia pedido uma maior "regulação" das tecnologias de vigilância e de sua transferência. Segundo ela, existe uma "necessidade urgente" de garantir um "estrito controle e autorização".

O presidente francês, Emmanuel Macron, o rei Mohamed VI, do Marrocos, e o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, estão na lista de possíveis alvos do Pegasus. Esta lista inclui ainda mais de 180 jornalista do mundo todo, que teriam sido espionados por diferentes Estados com acesso a este programa espião.

Uma vez introduzido em um telefone celular, o programa pode recuperar mensagens, fotografias e contatos, assim como ouvir as conversas.

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